sexta-feira, 18 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Leandro Gomes de Barros: o "Pai do Cordel"
Antônio Wanderley de Melo
Corrêa*
Ao
longo da história, a humanidade criou “pais” para as ciências, artes e
invenções tecnológicas. Assim, temos o pai da História (Heródoto), da Medicina
(Hipócrates), da aviação (Santos Dumont), do Rock brasileiro (Raul Seixas),
entre tantos outros. Em vários casos, esse título é disputado por mais de uma
personalidade.
O
cordel, gênero literário tão enraizado na cultura nordestina, também tem o seu
“pai”. Trata-se do paraibano de Pombal, Leandro Gomes de Barros, nascido em 19 de novembro de 1865 no sítio
Melancia.
No seu caso,
o título é praticamente inconteste, sendo ovacionado por outro grande poeta
popular, seu contemporâneo, João Martins Athayde como “o primeiro sem segundo”,
expressão consagrada até hoje entre os cordelistas, leitores e pesquisadores
daquele gênero literário. É considerado como o mais completo escritor brasileiro
da Literatura de Cordel, o maior poeta popular de todos os tempos, tendo
escrito aproximadamente 600 obras. É autor de vários clássicos e campeão
absoluto de vendas. Muitos dos seus títulos têm reedições ininterruptas até o
presente e ultrapassam a casa dos milhões de exemplares vendidos. Nenhum poeta
brasileiro vendeu e teve a sua obra propagada tanto quanto ele.
Na
adolescência, Leandro viveu na Vila de Teixeira/PB, onde conviveu com poetas
violeiros sertanejos, a exemplo de Ignácio da Catingueira, Romano da Mãe
d’Água, Silvino Pirauá, Bernardo Nogueira, Hugolino do Sabugi e Nicandro Nunes
da Costa. Pirauá, de Patos/PB, foi o primeiro a escrever romances em versos.
Leandro provavelmente
começou a escrever poemas em 1889, aos 24 anos. Mas somente em 1893 publicou
seus primeiros folhetos. Nesse período, os folhetos eram impressos em
tipografias de jornais no Recife/PE. Assim, o maior destaque foi formado pelo
quarteto Leandro, Pirauá, Francisco Chagas Batista e João Martins de Athayde.
Algum tempo depois, o segundo abandonou o Cordel para dedicar-se inteiramente
ao ofício de violeiro.
Na última
década do século 19, período fundamental do Cordel, foram estabelecidas as
regras de composição do gênero literário e formado o seu público fidelíssimo, o
povo camponês iletrado do sertão nordestino. O público do Cordel somente
começaria a diversificar-se nos anos 1960.
Depois de tornar-se
proprietário de uma pequena gráfica em 1906 ou 1907, a Typografia Perseverança,
os folhetos do “Pai do Cordel” se espalharam pelo Nordeste. Tornou-se assim, o primeiro
poeta editor do Brasil. Ao tempo no qual Recife começou a se tornar o centro de
propagação de folhetos da poesia popular. Leandro não somente imprimiu os
livretos de sua autoria, como também de outros poetas. Escrevia versos
diariamente, contratou distribuidores para vender malas de folhetos aos
“agentes”, que revendiam ao povo sertanejo e citadino em feiras, mercados,
portas de igreja e estações ferroviárias.
O
analfabetismo generalizado não era problema para que milhões de nordestinos
memorizassem os versos leandrinos e dos outros poetas do povo. Algum “letrado”
lia os poemas nos terreiros e alpendres das casas rústicas sertanejas para os
ouvidos atentos de mentes com memórias prodigiosas. Para os habitantes daquelas
vastidões, vivendo no isolamento da caatinga, o Cordel, além do lazer e do
despertar da fantasia, era o jornal, o meio de contato com o mundo “moderno”
distante. Para muitos, foi ainda a cartilha de alfabetização.
Leandro
não se limitou a escrever os temas em voga na sua época: gesta do gado,
cangaço, e lendas e romances relacionados à Europa medieval. Sua obra foi
magistralmente original e genuinamente brasileira, nordestina. Envolveu todos
os gêneros e modalidades de sua época: peleja, romance, gracejo, sátira e
crítica social. Escreveu poemas sobre assuntos cotidianos, verdadeiras reportagens
em versos; temas religiosos e políticos; sem esquecer os tradicionais como o
romanceiro, contos de fadas e de príncipes encantados e lendas européias. Quase
tudo ambientado na cultura sertaneja. Entre os temas prediletos, perpassava a
sua vasta obra, a mulher, a sogra e a cachaça. Escreveu no formato de estrofes
sextilhas, setilhas e décimas com versos de sete sílabas poética ou redondilha
maior.
Assim,
o “Mestre Leandro”, título atribuído a ele por muitos cordelistas das diversas
gerações, tornou-se o grande sistematizador da Literatura de Cordel do Brasil. Determinou
caminhos temáticos, estruturas das estrofes e estilos satíricos e críticos, que
são seguidos até a atualidade. O jovem cordelista e pesquisador deste gênero
literário, Marco Haurélio, afirma que Leandro “explorou e deu forma a todos os
gêneros e temas, preparando, assim, a estrada na qual os vates populares
transitam ainda hoje” [HAURÉLIO, Marco. Breve História da Literatura de Cordel.
São Paulo: Editora Claridade, 2010. P. 20].
Entre os
seus folhetos mais conhecidos, destacam-se: O Cavalo que Defecava Dinheiro,
História de Juvenal e o Dragão, História do Boi Misterioso, O Cachorro dos
Mortos, Batalha de Oliveiros com Ferrabrás, Branca de Neve e o Soldado
Guerreiro, A Confissão de Antônio Silvino, A Vida de Pedro Cem, A Peleja de
Leandro Gomes Contra uma Velha de Sergipe, A Força do Amor, Os Sofrimentos de
Alzira, Como Antônio Silvino Fez o Diabo Chocar, História de São João da Cruz,
Como se Amansa Uma Sogra, Vida e Testamento de Cancão de Fogo, O Casamento e o
Divorcio da Lagartixa, O Casamento do Sapo, As Proezas de um Namorado Mofino, A
Mulher Roubada, Suspiros de um Sertanejo, O Soldado Jogador, A Donzela Teodora,
entre muitos outros.
Como leitor
sergipano aficionado pelo Cordel, chamou-me muito a atenção o folheto “A Peleja
de Leandro Gomes com uma Velha de Sergipe”. O qual li com volúpia. Nos versos satíricos do poema, ele fala de
uma sua andança pelo nosso estado, provavelmente distribuindo folhetos de sua
tipografia. Assim, teria sido desafiado por uma velha na pensão de “um tal
Felipe”. De forma magistral, Leandro versou com muito humor a peleja com a
velha mal humorada. A disputa girou em torno de problemas de relacionamento e
de responsabilidade entre o homem e a mulher. Surpreendido com a grande
capacidade de embate verbal da velha, o vate paraibano confessou com extrema
ironia: A velha me fez subir/ Onde nem
urubu vai,/ Andei numa dependurada,/ Já estava cai ou não cai;/ Ainda chamei
tio a gato,/ Tratei cachorro por pai. A peleja foi tão feroz e renhida que,
ao final, o “Pai do Cordel” desabafou: Quando
foi no outro dia,/ Arrumei-me, fui embora,/ Com medo que a tal serpente/
Tornasse a vir cá fora./ Jurei de não voltar mais/ Onde o tal Diabo mora. E
assim teria se despedido para sempre da terra sergipana.
Nos folhetos
de sua autoria, publicados pela Editora Luzeiro, um dos parágrafos do “Resumo
Biográfico do Autor”, o descreve como “De espírito crítico, satírico e
contestador. Em seus versos avaliou os desmandos de seu tempo, principalmente
políticos, religiosos e referentes à interferência estrangeira no Nordeste”.
No livro
“Vaqueiros e Cantadores”, Câmara Cascudo o descreveu como: “Baixo, grosso, de
olhos claros, o bigodão espesso, cabeça redonda, meio corcovado, risonho
contador de anedotas, tendo a fala cantada e lenta do nortista, parecia mais um
fazendeiro que um poeta, pleno de alegria, de graça e de oportunidade”.
Suas obras-primas
inspiraram outros grandes autores, a exemplo de Ariano Suassuna, que utilizou a
história do cavalo que defecava dinheiro no seu "Auto da
Compadecida". Foi considerado pelo folclorista Luiz da Câmara Cascudo o
mais lido dos escritores populares. Para Carlos Drumond de Andrade, Leandro foi
"o rei da poesia do sertão e do Brasil".
Leandro foi
preso em 1918 porque o chefe de polícia considerou afronta às autoridades
alguns dos versos da obra "O Punhal e a Palmatória", trama que
tratava de um senhor de engenho assassinado por um homem em quem teria dado uma
surra. A estrofe mais famosa do poema é contundente: Nós temos cinco
governos/ O primeiro o federal/ O segundo o do Estado/Terceiro o municipal/ O
quarto a palmatória/ E o quinto o velho punhal.
O “pai” dos
poetas cordelistas faleceu em Recife em 4 de março de 1918, durante uma
epidemia de gripe espanhola ou influenza. João Martins de Athayde, também poeta
popular e futuro editor de seus títulos, no folheto “A Pranteada Morte de
Leandro Gomes de Barros”, sintetizou a grandeza de sua obra: Poeta como Leandro/ Inda no Brasil não
criou/ Por ser um dos escritores/ Que mais livros registrou/ Canções não se
sabe quantas/ Foram seiscentas e tantas/ As obras que publicou.
(*) Licenciado em História pela UFS, professor das
redes públicas estadual (SEED) e municipal de Aracaju (SEMED/PMA), escritor de
livros didáticos regionais e cordelista.
[ Artigo publicado no “Jornal
do Dia” em 08 abr. 2014. Pg. 04 ]
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Breve histórico da literatura de cordel
Antônio Wanderley
O Cordel
é um gênero literário poético de origem popular, representando histórias
contadas em versos agrupados em estrofes, com rima e métrica (sete sílabas
poéticas), impressas em folhetos produzidos artesanalmente em papel barato ou
pela indústria gráfica, para serem lidos, contados ou cantados.
A
produção desses folhetos, em versos, retoma da Europa do século 16, durante o
movimento humanista ou renascentista, a partir da invenção da imprensa
(tipografias). Naquele tempo, o objetivo era resgatar e popularizar os relatos
orais ou manuscritos do cantar dos trovadores ou menestréis medievais.
As estrofes mais usadas eram as de seis
versos, as sextilhas, recitadas ou cantadas em forma cadenciada e melodiosa,
acompanhadas por violas. As temáticas, quase sempre, eram históricas, romances,
encantamento, narrativas e lendas.
Em
Portugal, nos séculos 18 e 19, havia o costume de os folhetos serem expostos à
venda, nas praças, feiras e mercados, pendurados em ‘cordéis’, termo de época
equivalente a cordão ou barbante da atualidade. As estampas das capas eram
impressas a partir de clichês metálicos contendo o título e a autoria da obra
e, às vezes, o nome do editor (proprietário da tipografia).
A partir de meados do século 19, essa
tradição aportou no Brasil. Os primeiros folhetos com versos rimados
(provavelmente manuscritos), com métrica de sete sílabas poéticas ou redondilha
maior, foram popularizados na Paraíba. Os primeiros poetas de destaque foram
Silvino Pirauá e Leandro Gomes de Barros, este último consagrado como o “Pai do
Cordel” e considerado “o primeiro sem segundo”. Esses e outros poetas sertanejos
migraram para Recife/PE com o objetivo de facilitar a impressão e a divulgação
de suas obras.
Do Nordeste, o Cordel espalhou-se pelo
Brasil, sendo levado para as outras regiões pelos migrantes.
Atualmente, os temas dos folhetos são
amplos: aspectos cotidianos, episódios históricos, temáticas nordestinas
(cangaço, seca, coronelismo, gesta do gado, Padre Cícero,...), biografias, lendas,
religiosidade, atualidades científicas e tecnológicas, fenômenos midiáticos,
vitórias esportivas ou eleitorais, aliados às temáticas tradicionais e
fantasiosas, que evocam romance, fantasia, encantamento, animismo, motes,
glosas, pelejas, personalidades regionais, entre outras.
Os
folhetos de Cordel são vendidos pelos folheteiros ou pelos próprios poetas
cordelistas, nas feiras livres e mercados. Também são vendidos em livrarias,
feiras de livros e instituições culturais.
Atualmente
a produção dos livretos conta com as possibilidades tecnológicas da indústria
gráfica, incluindo capas coloridas e formatos variados, não obstante, muitos
cordelistas preferirem produzir seus folhetos recorrendo à produção
“artesanal”: fotocópias de matrizes em papel A4 (para o miolo) e em papel ou
cartolina colorida para as capas, enquanto a diagramação é feita em programas
de edição de texto da informática.
Em
Sergipe, a Literatura de Cordel ganhou impulso com a chegada de um dos seus
maiores nomes a Aracaju, Manoel D’Almeida Filho, nos anos 1940. Durante quase
50 anos ele teve uma banca de venda de folhetos no Mercado Antônio Franco. Nos
anos 1950, João Firmino Cabral, aos 17 anos, tornou-se folheteiro do mestre
Manoel e também seu discípulo. Com a morte deste (1995), aquele se tornou a
maior referência do cordelismo sergipano, ambos fizeram escola, inspirando, incentivando
e arregimentando novas gerações de poetas populares.
Na
atualidade, as inovações temáticas, de diagramação, impressão e de
comercialização, publicações de obras na internet e o esforço de levar os
folhetos à escola são estratégias de sobrevivência e de propagação da Literatura
de Cordel.
[ Artigo publicado no Jornal
do Dia em 19 fev. 2014 ]
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Poesia, música e emoção em Cedro de São João
José
Jussiêr Ferreira*
A cidade de Cedro de São João, na noite do dia 10 de agosto, foi cenário de vívidas
atividades intelectuais e culturais. Lá se encontraram amantes das artes, da
música e do conhecimento. Isto tudo proporcionado pelo lançamento do livro Coletânea dos Meus Versos de Antônio
Pedro Caldas, conhecido por Tonho Coca.
Quem por lá estava, desfrutou de
incomensuráveis emoções. A quadra de esportes daquela cidade foi delicadamente,
decorada para testemunhar as emoções que se tinham por vir. A família do seu
Antônio Pedro Caldas preparou surpresas inimagináveis.
Uma breve biografia foi relatada a cerca do
personagem principal, Tonho Coca. Homem simples, trabalhador, a frente do seu
tempo, visionário, ativista político e, sobretudo, dono de uma inteligência
digna de se admirar. Seus escritos, versos de um cordel, fluem igual ao
desenrolar de um novelo singelo, como a vida pacata, ordeira da cidade onde
nascera e mora. Porém, refletindo as angustias, dores, mágoas, ressentimentos, alegrias
da terra, da lida e da vida que se tem naquele regaço.
Estas lembranças, vicissitudes transformadas
em um livro, pelos seus familiares e apresentadas a todos que ali se faziam
presentes, revelam a sensibilidade, a perspicácia, o olhar atento, arguto do
autor para as coisas da sua cidade e do seu tempo.
Momento emocionante, quando ele próprio, Tonho
Coca, recitou seus versos. Aos 82 anos de idade, sem a necessidade de ler uma
só linha do que fora escrito por ele mesmo.
As palmas não foram poucas, a admiração e o entusiasmo da plateia foram
maiores ainda. Bem humorado, mente arguta, declamava, gestuava, dramatizada
seus versos, como se fosse menino e, mesmo distante, podia-se ver seus olhos
brilharem. Parecia que óculos não lhe faziam falta.
Versos e cantorias demonstraram
ser um par perfeito. Uma boa combinação. Com repertório irretocável, apresentaram-se
no palco brilhantemente para a alegria de todos, Wilson Aragão, Giló, Banda
Casaca de Couro e Jorge, interpretando maravilhosamente bem e, emocionado, Coração Materno, de Vicente Celestino.
Wilson Aragão, parceiro do saudoso Raul
Seixas, voz calma, tom baixo, quando fala já parece cantar. Interpretou
diversas músicas do cancioneiro popular e é claro, Capim Guiné, de própria autoria, gravada por Raul Seixas e levou a
plateia ao delírio, além dos causos
que ele contou.
Giló, com seu estilo irreverente, exímio
violonista, excelente cantador, faz o que quer
com a voz maravilhosa que Deus lhe deu, nos presenteou com clássicos do nosso
mestre Luiz Gonzaga e outros bons nomes da nossa boa música nordestina.
Casaca de Couro, considerada a melhor banda
de forró pé de serra do Estado de Sergipe e além-fronteiras, trouxe um repertório
com o melhor da nossa música nordestina, relembrando as nossas iluminadas
noites de São João. Casais dançavam alegremente e até improvisou-se uma
quadrilha junina liderada pela neta do seu Tonho Coca, principal personagem da
festa.
Assim, foi aquela noite, em Cedro de São
João. Um presente para todos os amantes da arte, da música e da poesia. Momentos
que jamais se apagarão da mente de todos que, naquela cidade, se fizeram
presentes e, sobretudo, da memória do seu Antônio Pedro Caldas, o Tonho Coca,
homenageado, com toda justiça e merecimento, brilhante poeta. Sergipano de
grande valor.
____________________
*Licenciado
em História pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Professor da Rede
Estadual de Ensino. Especialista em Didática e Metodologia do Ensino Superior
pela Faculdade São Luís de França (FSLF). Especialista em Gestão de Políticas
Públicas em Gênero e Raça / GPP-GeR pela Universidade Federal de Sergipe (UFS).
Membro do CCP (Centro de Cultura de Propriá).
terça-feira, 2 de julho de 2013
Cinco dicas para melhorar o aprendizado online
Professores, pais, escola e alunos
devem considerar alguns fatores para o aprendizado online e uso das mídias em
sala de aula. Confira cinco dicas.
O uso da internet nas escolas já é muito popular. A novidade
atualmente são os aparelhos móveis como tablets, smartphones, livros digitais
e outras mídias disponíveis para o uso dentro e fora das salas de aulas.
Educadores e alunos que desejam utilizar essas ferramentas devem se lembrar de
que o foco não são os aparelhos e sim os conteúdos. Independente da metodologia
e regras utilizadas, objetivo de professores e estudantes deve ser o mesmo.
Confira cinco dicas para o aprendizado online e o uso das mídias para o
ensino:
1.
Visão em comum
Sem uma visão em comum cada professor
e aluno terá objetivos e maneiras diferentes de usar esses recursos. As escolas
devem estabelecer padrões e desenvolver uma visão em comum daquilo que é
esperado com o uso das mídias.
Estabelecer metas é essencial para que o aprendizado online não seja um
desperdício.
2.
Diretrizes
Muitas escolas possuem regras que não contribuem para o aprendizado online.
Essas normas devem modelar e dirigir o uso das mídias, garantindo o melhor
aproveitamento possível dos estudantes e da própria escola. Além disso,
professores devem ser respeitados para que as mídias sejam ferramentas e não distrações em sala de aula.
3.
Facilidade e eficiência
A iniciativa de aprendizado online
deve ser feita de maneira fácil e eficaz, para que os estudantes e professores
tenham fácil acesso a essas ferramentas. Conteúdos, softwares, envio,
compartilhamento e interação devem ser feitos de maneira descomplicada e
rápida, sem comprometer o rendimento dos
alunos.
4.
Infraestrutura
Os estudantes usam mais de um aparelho
– celulares, tablets, etc. Por conta disso, é importante
que a escola disponibilize conexão de qualidade e que suporte todas essas
exigências.
5.
Acesso livre
Identificar maneiras para que os
estudantes aprendam fora das salas de aula não deve se restringir ao uso das
mídias dentro da escola. Conexão sem fio deve estar disponível em todo o
terreno da escola ou
faculdade, para possibilitar maior aproveitamento dos recursos online. Além
disso, o uso constante dessas ferramentas irá capacitá-los para exigências
do mercado de trabalho.
Aproveite!
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Museus de Sergipe: Aracaju - Canindé - Itabaiana - Laranjeiras - São Cristóvão
ARACAJU SE
Memorial da Advocacia
Sergipana
Avenida Ivo do Prado,
1072. Bairro São José.
Tel.: (79) 3301 9100
e (79) 3302 7090
Memorial de Sergipe
Avenida Beira Mar,
626. Bairro 13 de Julho.
Tel.: (79) 3211 3579
e (79) 3211 1778
Memorial do Poder
Judiciário de Sergipe
Palácio Silvio
Romero. Praça Olímpio Campos, 417. Centro.
Tel.: (79) 3213 0771
Museu da Gente
Sergipana
Avenida Ivo do Prado,
398. Centro.
Tel.: (79) 3218 1551
Museu do Homem
Sergipano
Rua Estância, 228.
Centro.
Tel.: (79) 3302 5840
e (79) 3201 5811
CANINDÉ DO SÃO
FRANCISCO SE
Museu de Arqueologia
de Xingó
Rodovia
Canindé/Piranhas, Trevo da UHE Xingó, s/n.
Tel.: (79) 2105 6453
e (79) 2105 6448
ITABAIANA SE
Museu Artístico e
Histórico Antônio Nogueira
Praça Fausto Cardoso,
50 (Antiga Atlética). Centro.
Tel.: (79) 3431 8406
LARANJEIRAS SE
Casa de Cultura João
Ribeiro
Rua João Ribeiro,
s/n.
Tel.: (79) 3281 1123
e (79) 3179 1916
Museu Afro Brasileiro
de Sergipe
Rua José do Prado
Franco, s/n.
Tel.: (79) 3281 2418 e (79) 3179 1916
Museu de Arte Sacra de Laranjeiras
Praça Heráclito Diniz Gonçalves, 39.
Tel.: (79) 3281 2486
SÃO CRISTÓVÃO SE
Museu Histórico de Sergipe
Praça São Francisco, s/n.
Tel.: (79) 3261 1435
Museu de Arte Sacra de São Cristóvão
Praça São Francisco, s/n.
Tel.: (79) 3261 1580
Fonte: 11ª Semana de Museus. Museus (Memória+Criatividade)
= Mudança Social (Catálogo). IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus) www.museus.gov.br
domingo, 21 de abril de 2013
Quatro dicas para usar tecnologia em sala de aula
Normalmente, um aluno tem facilidade
com certas matérias e dificuldade com outras. Por isso, use a tecnologia para
chamar a atenção deles para assuntos que eles não gostam.
Os professores têm
uma ferramenta mágica a disposição deles: a tecnologia. Todos
sabemos que computadores fascinam os alunos. Portanto, está
mais do que na hora de aliar esse instrumento ao ensino.
1. Vídeos
Mesmo que você só tenha disponível um
computador e um projetor, você já pode fazer ótimo uso dele. Se você é
professor de português, mostre aos alunos paródias, áudio livros, fotos,
figuras de autores famosos. A Internet é algo
incrível, com conteúdo interessante e, até, engraçado. Que tal mostrar um vídeo
ou algumas fotos para descontrair o final da aula e fixar o conteúdo?
Permita que os alunos se conectem com
os interesses deles durante as aulas. O que eles gostam de ver, estudar, conhecer? Deixe eles
guiarem um pouco as aulas para que eles se sintam à vontade com você e com os
seus ensinamentos. Depois, mostre a eles que eles também têm que aprender o
necessário. Tente dosar um pouco mais as matérias. Não adianta ser rígido
demais, porque, desta forma, os alunos perdem o engajamento. Saiba
quais são os interesses dos alunos pela tecnologia e ache um ponto em comum
entre a sua matéria e eles. Afinal, este é o seu papel: fazer conexões. Use a
tecnologia para ajudar você nesta tarefa.
3. Tarefas online
Vamos usar a retórica da obviedade.
Se o aluno está cada vez mais online e cada vez menos no “papel”, onde deveriam
estar as tarefas dos alunos: na web ou na apostila? Você pode ter certeza que
na internet. Os alunos acham mais fácil, estão mais acostumados com a tecnologia.
Se eles estão sempre conectados, por que não trazer a lição de casa pro mundo
deles?
4. Sites visuais e micro-blogs
Uma forma de engajar estudantes é por
meio de fotos. Por exemplo, nas aulas de redação, deixe-os adicionar fotos nas
composições deles. Como já explicado na dica 3, no caso das aulas de português,
peça para um aluno fazer um blog e colocar os trabalhos de escrita deles lá.
Deixe-os colocar hiperlinks, imagens, podcasts, etc. Alie o Twitter, o Google e
o Facebook à educação também.
[Fonte: site Canal do Ensino]
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