sábado, 11 de fevereiro de 2012

Novo espaço para a Sergipanidade

Como forma de abrir possibilidades para os Pedagogos, professores de História, Geografia e Cultura sergipana e demais interessados em  conteúdos sobre Sergipe, a Faculdade São Luís de França inicia sua primeira turma de Pós-Graduação em Metodologia do Ensino dos Aspectos Sócio-Culturais Sergipanos.








As matrículas estão abertas pelo e-mail: possergipanidade@yahoo.com.br
ou pelo telefone: 3214 6300.  

coordenação do curso  Prof. Marcos Vinícius
auxiliar da coord. Adm. Cristina Guedes





quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Calendário Contra o Racismo


Janeiro

05 - “Abolida” a exigência de Registro Policial para terreiros das religiões afro-brasileiras, na Bahia, em 1976.

12 - Nasceu em 1840, Silvério Gomes Pimenta, Dom Silvério, o primeiro bispo negro a entrar na Academia Brasileira de Letras.

24 - Início da Revolta dos Malês, na Bahia, em 1835.

Fevereiro

10 – Nascimento da antropóloga e filósofa Lélia Gonzalez em MG, fundadora do Movimento Negro Unificado, em 1935.

10 – Inaugurado no Terreiro do Gantois, em Salvador – BA, o Memorial Mãe Menininha, em 1992.

12 – Nascimento de Arlindo Veiga dos Santos, primeiro presidente da Frente Negra Brasileira, em Itu – SP, 1902.

Março

08 - Dia Internacional da Mulher.

14 - Nasceu Antônio de Castro Alves, o “poeta dos escravizados”, em 1847, na Fazenda Cabaceiras (BA).

21 - Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, instituído pela ONU.

Abril

04 – Morte de Martin Luther King Jr, em Memphis – Tennesse (USA), em 1968.

05 -  Nasceu o grande capoeirista Vicente Ferreira Pastinha, "Mestre Pastinha", em Salvador - BA, em 1888.

05 -  Nasceu o compositor Joaquim Maria dos Santos, Donga, no Rio de Janeiro, autor de “Pelo Telefone”, primeiro samba gravado.

15 - Nasceu o compositor do Hino à Bandeira, Antônio Francisco Braga, no Rio de Janeiro, em 1868, de origem étnico-racial negra, patrono da Academia Brasileira de Música.

23 - Nasceu Alfredo da Rocha Vianna Filho, no Rio de Janeiro, em 1897, Pixinguinha, o fundador da moderna linguagem musical brasileira.

Maio

03 - Nasceu o geógrafo Milton Santos, que revolucionou a Geografia, dando-lhe um enfoque humanista, em 1926, em Brotas de Macaúbas - BA.

13 - Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo/Assinatura da Lei Áurea

20 - Nasceu a bailarina e coreógrafa Mercedes Batista, primeira bailarina negra do Teatro Municipal, em Campos - RJ.

25 - Dia da Libertação da África, instituído pela ONU em 1972.

Junho

16 - Dia da Criança Africana.

18 - Fundação do Movimento Negro Unificado – MNU, em 1978.

24 - Nasceu João Candido Felisberto, em Rio Pardo - RS, “O Almirante Negro”, em 1890.

29 - Nascee em Salvador – BA, Gilberto Passos Gil Moreira, Gilberto Gil, cantor, compositor, integrante do movimento tropical Tropicália e ex-ministro da Cultura (1942).

Julho

05 - Morreu no Rio de Janeiro, o artista plástico sergipano Arthur Bispo do Rosário (1989).

07 - Dia Nacional de Luta Contra o Racismo.

08 - Fundação do Instituto de Pesquisas da Cultura Negra (IPCN), Rio de Janeiro em 1975.

Agosto

04 - Tombado o primeiro terreiro de candomblé do Brasil, o Casa Branca  - Ilê Axé Ia Nassô Oká pela Prefeitura de Salvador – BA, em 1982.

12 - Publicado o manifesto dos conjurados baianos da Revolta dos Alfaiates, protestando contra os impostos, a escravidão dos negros e exigindo independência e liberdade em 1798.

29 - Nasceu Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, escultor, entalhador e arquiteto, em Vila Rica (atual Ouro Preto) - MG, em 1730.      

31 - Nasceu José Gomes Filho, o Jackson do Pandeiro, em Alagoa Grande - PB, em 1919. 

Setembro

16 - Fundação da Frente Negra Brasileira, maior entidade da primeira metade do século, primeiro partido político negro, em 1931.

18 - Circulou o primeiro número do jornal A Voz da Raça, da Frente Negra Brasileira, em 1933.

18 - Decreto do Presidente Getúlio Vargas assinado para que o Brasil desenvolvesse, em relação à imigração, "as características mais convenientes de sua ascendência européia", configurando a existência do racismo velado.

22 - Libertação dos escravizados nos Estados Unidos (1862). 

Outubro

06 - Criação do Coletivo de Mulheres Negras de São Paulo, em 1983.

09 - Nasceu José do Patrocínio, abolicionista, poeta e romancista, em Campos - RJ, em 1853.

13 - Foi fundado o Teatro Experimental do Negro no Rio de Janeiro, em 1944.

16 - Desmond Mpilo Tutu, arcebispo negro anglicano da África do Sul, foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, em 1984. 

Novembro

1º - Criado o Bloco Afro Ilê Ayiê, em Salvador - BA, em 1974.

04 - Assembléia Nacional do MNU  - Movimento Negro Unificado,  realizada em Salvador - BA declarou o 20 de Novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares, como Dia Nacional da Consciência Negra. (1978)

08 - Mais de 100 sociólogos/as, pesquisadores/as e entidades negras encaminharam manifesto ao IBGE exigindo a inclusão do item COR no recenseamento de 1980. (1979)

20 -  Dia Nacional da Consciência Negra, instituído pelo Movimento Negro Unificado – MNU, em 1978, para lembrar a morte de Zumbi dos Palmares ocorrida em 1695.

20  - O presidente da República sancionou a Lei de autoria da senadora Benedita da Silva, incluindo Zumbi dos Palmares na galeria dos heróis nacionais, em 1996.

22 -  Revolta da Chibata, em 1910, no Rio de Janeiro, chefiada por João Candido Felisberto, o “Almirante Negro”, objetivava a abolição da chibata utilizada para castigos físicos na Marinha Brasileira. 

Dezembro

02 - Dia Nacional do Samba.

06 - Morreu aos 89 anos, João Cândido Felisberto, o "Almirante Negro", líder da Revolta da Chibata, em 1969.

10 - Dia Internacional dos Direitos Humanos.

13 - Início da Balaiada, em 1838, no Maranhão, cujos principais líderes foram: Manoel Francisco dos Anjos Ferreira e Negro Cosme.

14 - Rui Barbosa sugeriu, em 1890, “a queima de matrículas de escravizados/as, dos/as ingênuos/as, filhos/as livres de mulheres escravizadas, libertos/as Sexagenários/as”, impossibilitando a pesquisa sobre as origens dos/as afro-brasileiros/as no continente africano.

16 - Fundação do “Umkonto we Sizwe” (A Lança da Nação), braço armado do Congresso Nacional Africano (ANC - African National Congress), na luta contra o apartheid, na África do Sul, em 1960, e presidido por Nelson Mandela.



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Calendário Ambiental 2012


Janeiro
11 – Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos

Fevereiro
02 – Dia Mundial das Zonas Úmidas
06 – Dia do Agente de Defesa Ambiental

Março
01 – Dia do Turismo Ecológico
21 – Dia Nacional da Terra e Internacional da Floresta
22 – Dia Internacional da Água
23 – Dia Mundial da Meteorologia
24 – Dia da Árvore (N e NE)

Abril
07 – Dia Mundial da Saúde
16 – Dia Nacional da Conservação do Solo
19 – Dia do Índio
22 – Dia do Planeta Terra
28 – Dia da Caatinga

Maio
03 – Dia do Solo
05 – Dia Mundial do Campo
16 – Dia do Gari
25 – Dia do Trabalhador Rural
27 – Dia Mundial da Biodiversidade
29 – Dia do Geógrafo

Junho
01 – Dia Nacional de Preservação a Incêndios Florestais
03 a 08 – Semana do Meio Ambiente
05 – Dia Mundial do Meio Ambiente
17 – Dia Mundial do Controle à Desertificação e à Seca
21 – Dia do Mel
28 – Dia do Agricultor

Julho
12 – Dia do Engenheiro Florestal
17 – Dia do Protetor da Floresta
22 a 28 – Semana da Agricultura

Agosto
09 – Dia Mundial da Qualidade do Ar
14 – Dia do Combate à Poluição
27 – Dia da Limpeza Urbana

Setembro
03 – Dia do Biólogo
05 – Dia da Amazônia
19 – Dia Mundial pela Limpeza da Água
21 – Dia da Árvore
21 a 27 – Semana Nacional da Ecologia
22 – Dia Nacional de Defesa da Fauna
22 – Dia Mundial sem Carro

Outubro
04 – Dia Mundial dos Animais
05 – Dia da Ave
04 a 10 – Semana da Proteção dos Animais
15 – Dia do Professor e do Educador Ambiental

Novembro
09 – Dia do Urbanismo
24 – Dia do Rio
30 – Dia do Estatuto da Terra

Dezembro
10 – Dia Universal dos Direitos Humanos
31 – Dia da Esperança

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O Natal sem Jesus Cristo




Antônio Wanderley de Melo Corrêa*

O Natal é a festa mais tradicional dos cristãos. Comemora o nascimento de Jesus Cristo, embora os Evangelhos não citem explicitamente nenhuma data relativa ao fato. Assim, o dia 25 de dezembro é amplamente questionado por historiadores e exegetas independentes, através de indagações lógicas.
No hemisfério norte, dezembro é o mês mais próximo do inverno, logo, como pastores poderiam está pastoreando seus rebanhos naquela época do ano, ao relento, m noite fria? (Lucas 2:8)
A única referência indireta sobre o período do nascimento do Nazareno se encontra no Evangelho de Lucas (1:26): “Maria engravidou no sexto mês”. Pressupondo que o calendário de 12 meses solares já estava em vigor no Império Romano, do qual a Palestina era província anexada, em que o sexto mês é junho, somado com mais nove, que é o período da gestação humana, conclui-se que o natalício do Homem de Nazaré ocorreu em março ou abril.
Os evangelistas denominaram Jesus, simbolicamente, como “Cordeiro de Deus” (João 1:36), reforçando a tese de seu Natal no período calculado acima, em função daqueles meses terem sido, tradicionalmente, o período de maior ocorrência do nascimento de cordeiros naquela região e naquele tempo.
            Mas, como teve início a tradição da comemoração do Natal de Jesus no dia 25 de dezembro? No calendário pagão romano, naquela data, cultuava-se Mitra, o “sol invencível”, uma deidade persa assimilada pelos gregos e popularizada em Roma. A lenda divulga que aquela entidade teria nascido de uma mulher virgem. Além disso, sua festa ocorria com fartura de pão e vinho. Elementos que se relacionam com a história de Jesus: sol “eu sou a Luz do Mundo”, nascido de uma virgem e a celebração da ceia com pão e vinho.
            No I Concílio de Nicéia, ocorrido no ano 325, a cúpula da Igreja Cristã estabeleceu como data do nascimento de Jesus Cristo o 25 de dezembro, para coincidir com a festa pagã do nascimento do “sol invencível” Mitra. Uma estratégia para favorecer a aceitação do cristianismo entre os romanos pagãos.
A tradição foi mantida por parte da maioria das religiões cristãs, permanecendo, a data consagrada do natalício do Galileu o 25 de dezembro.
No período contemporâneo, com a sedimentação do capitalismo industrial a partir de meados do século XIX, as datas comemorativas tornaram-se excelentes oportunidades de estimular o aumento do consumo. Ainda mais quando se trata de uma festa na qual, tradicionalmente, são trocados presentes, numa alusão à passagem bíblica da visita dos reis magos a Jesus Cristo ainda bebê (Mateus 2:9 – 11). No entanto, a lembrança da chegada de Jesus Cristo ao mundo tem sido substituída massivamente, na sociedade de consumo, por Papai Noel.
O mito Papai Noel transformou-se no grande ícone do Natal no mundo ocidental. Hoje está praticamente espalhado pelo planeta, globalizou-se. Uma adaptação da tradição alemã e escandinava de associar São Nicolau de Mira ao Natal. Ele viveu no século IV. Diz a tradição que Nikolaus (como é escrito no alemão)  distribuía presentes para crianças pobres na noite de 24 para 25 de dezembro trajando roupa de inverno parda ou verde.
No país onde a personalidade transformou-se em mito, ele é denominado Weihnachtsmann: “Homem do Natal”; na Itália é Babbo Natale, na França Père Noël, na Inglaterra Father Christmas, em Portugal Pai Natal, nos Estados Unidos Santa Claus, na Espanha e na maioria dos países da América Latina é denominado Papá Noel.
Em 1822, o professor e poeta norte americano Clemente Clark Moore, criou o poema “Uma Visita de São Nicolau”, em que, imaginou Santa Claus viajando em um trenó puxado por renas e entrando nas casas pelas chaminés, para distribuir os presentes para a garotada.
O cartunista, também norte americano, Thomas Nast produziu uma ilustração, na edição especial de Natal da revista Harper’s Weeklys, em 1886, representando Santa Claus com roupas vermelhas e brancas, as cores predominantes da bandeira daquele país. E em 1931, a Coca Cola realizou uma campanha publicitária agressiva, destacando o mito, outra vez com aquelas cores, que também são as do seu rótulo. Imagem que foi difundida pelo mundo e consolidou-se. 
Assim foi sendo construída a atual imagem do “bom velhinho”, que se transformou no mito perfeito para estimular as compras de produtos para as trocas de presentes na véspera do Natal. Na mente da maioria das pessoas, o símbolo do Natal é tão somente o Papai Noel, com seu saco enorme de presentes, ou seja, de produtos fornecidos pelo mercado.
            O comportamento consumista das multidões é acompanhado da frieza, no que se refere à espiritualidade, a uma lembrança, mesmo que tênue, do Nazareno que nasceu em um pobre estábulo, por falta de hospitalidade. E olhe que, segundo os Evangelhos e as doutrinas das religiões cristãs, Ele veio ao mundo com a missão magnânima de libertar a humanidade dos males capitais: o orgulho, o egoísmo, a vaidade e a falta de esperança.
O consumismo e a indiferença são facilmente observados nos dias que antecedem o 25 de dezembro e na maior parte das reuniões familiares para a famosa ceia do Natal - evento social onde não pode faltar peru assado, panetone, queijos finos, frutas cristalizadas, regados a vinho e a decalitros de cerveja e refrigerante. Muita comilança, bebedeira, troca de presentes, som alto, bate papos e frivolidades. Nenhuma oração, nenhuma leitura do Evangelho alusiva à data, nenhuma reflexão sobre a importância do ideal cristão. Se alguém com mais sensibilidade propõe algo assim, é logo rechaçado pelos mais “brincalhões” com palavras infelizes e de mau gosto, do tipo: “Lugar de reza é na igreja!”; “Tá virando beata, fulana ??”; “Eu vim aqui foi pra beber e comer!”.
Que pena que a maioria não perceba o quanto um ambiente social muda (para melhor) durante e após uma prece coletiva. O panetone tem gosto do Pão da Vida, o vinho tem a doçura e o frescor do solvido nas bodas de Caná, as frutas têm a suculência dos figos e tâmaras da Galiléia, os abraços são calorosos como os do cenáculo natural das margens do Tiberíades. A alegria é mais amena, sincera e verdadeira. 
No entanto, é perdida uma oportunidade de aprender e refletir sobre o verdadeiro sentido da vida, a melhor e mais bela forma de se relacionar com os outros, o real destino de cada um de nós para além da vida física.
            Jesus, de fato, trousse o maior, o mais belo e o mais profundo tratado existencial, moral e espiritual da história. Ele ensinou e viveu o que pregou, conquistou seguidores inumeráveis com Suas palavras arrebatadoras e o Seu exemplo incomparável. 
E não é para menos, somente para lembrar e refletir, eis algumas delas: Bem-aventurados os pacíficos, porque eles serão chamados de filhos de Deus (Mateus 5:9); Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados (Mateus 5:6); Vinde a mim todos vós que sofreis e que estais sobrecarregados e eu vos aliviarei (Mateus 11:28); [Citando o profeta Isaías] Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim (Mateus 15:8); Ai do mundo por causa dos escândalos, porque é necessário que venha escândalos, mas ai do homem por quem o escândalo venha (Mateus 18:7); Se vosso irmão pecou contra vós, ide lhe exibir sua falta em particular, entre vós e ele; se ele vos escutar, tereis ganho o vosso irmão (Mateus 18:15); [...] ide antes reconciliar-vos com o vosso irmão, e depois voltai para fazer vossa oferenda (Mateus 5:24); Por que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, vós que não vedes uma trave no vosso olho? (Mateus 7:3); Amará o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma e de todo o seu espírito [...]. Amareis vosso próximo como a vós mesmos (Mateus 22:37 e 39); Amai os vossos inimigos, fazei o bem àqueles que vos odeiam e orai por aqueles que vos perseguem e vos caluniam (Mateus 5:44); [...] que a vossa mão esquerda não saiba o que dar a vossa mão direita (Mateus, 6:3); Entrai pela porta estreita, porque a porta da perdição é larga, e o caminho que a ela conduz é espaçoso, e há muitos que por ela entram. Como a porta da vida é pequena! Como o caminho que a ela conduz é estreito! E como há poucos que a encontram! (Mateus 7:13-14); Todo aquele que pratica, pois, ouve estas palavras que eu digo e as pratica será comparado a um homem sábio que construiu sua casa sobre a rocha (Mateus 7:24);  Os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos, porque há muitos chamados e poucos os escolhidos (Mateus 20:16); Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos permitiu devolver (se separar das) vossas mulheres (Mateus 19:8); [...] não há nada de secreto que não deva ser descoberto, nem nada de oculto que não deva ser conhecido [...] (Lucas 8:17); Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, eu me envergonharei também dele [...] (Lucas 9:26); Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá; porque todo aquele que pede recebe, quem procura acha, e se abrirá àquele que bater à porta (Mateus 7:7); [...] não junteis tesouros na Terra, onde a ferrugem e os vermes os corroem, onde os ladrões os desenterram e roubam; mas formai tesouros no céu, onde nem a ferrugem, nem os vermes os corroem; porque onde está o vosso tesouro, aí também está o vosso coração. [...] Procurai, pois, primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo. Por isso, não estejais inquietos pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã, cuidará de si mesmo. (Mateus 6:19-34). Dai de graça o que de graça recebeste (Mateus 10, 8); Qualquer que pertença à verdade escuta a minha voz (João 18:37).
Ensinamentos simples e profundos, que se opõem drasticamente à mesquinhez do individualismo, à insensatez e à corrida desenfreada pelas vantagens e conquistas pessoais. Que revelam a necessidade urgente do despertar para uma nova cultura mental, na qual prevaleça a solidariedade, a justiça, a paz, a confiança em Deus e a compreensão ampla do verdadeiro sentido da vida. O Natal é uma ótima oportunidade para este começo.
As legiões invisíveis do Cristo já estão trabalhando para dissiparem as trevas, confundirem os orgulhosos e glorificarem os justos.
Que Aquele que vive e reina para sempre, em Espírito e Verdade, lhe abençoe agora e para sempre. Feliz Natal.    
(*) Professor de História da rede pública estadual (SEED) e da rede pública municipal (SEMED\PMA).

sábado, 17 de dezembro de 2011

O que é Educação Ambiental

Antônio Wanderley de Melo Corrêa
Concepções e conceitos
Para que ocorra a Educação Ambiental - EA é necessário conhecer as concepções de Meio Ambiente das pessoas envolvidas na atividade.
Existe confusão entre os conceitos de Ecologia e Meio Ambiente. Ecologia é a ciência que estuda as relações entre os seres vivos e o seu ambiente físico e natural. O ecólogo é o estudioso e o ecologista é o militante político. Meio Ambiente é um local determinado onde estão as relações dinâmicas e em constante interação os aspectos naturais e sociais, gerando transformações na natureza e na sociedade.

Características básicas
A grande causa do problema ambiental é o consumo excessivo de recursos naturais por uma pequena parcela da humanidade e no desperdício e produção de artigos inúteis e nefastos à qualidade de vida.
O que deve ser priorizado são as relações econômicas e culturais entre a humanidade e a natureza e entre os humanos.
A necessidade da EA enquanto educação política: torna o cidadão reflexivo, ativo e muda seu comportamento cotidiano. Ele/a passa a exigir justiça social, cidadania planetária, autogestão e ética nas relações sociais e com a natureza. Ele/a questiona as opções políticas e culturais atuais. Somente apóia o crescimento econômico que não seja nocivo ao ser humano e ao planeta.
A EA é necessariamente criativa, inovadora e crítica, impregnada da utopia de mudar radicalmente as relações entre a humanidade e a natureza.
A EA contribui para o “pensar no global e o agir no local”: Incentiva o individuo a participar ativamente da resolução dos problemas no seu contexto específico. É o cidadão do mundo atuando em sua comunidade.
A EA por si só não resolverá os complexos problemas ambientais planetários, mas influi decisivamente para isso. O pensamento global e a ação no local provocam mudanças no sistema (sem resultados imediatos e visíveis). O problema ambiental foi criado pela humanidade e é dela que virá a solução.
Onde e quando
A EA deve estar presente em todos os espaços que educam o/a cidadão/ã: escolas (em todas as disciplinas, com criatividade, enfatizando o ambiente onde o aluno vive e estudando in loco), universidades (formação de profissionais), reservas e parques ecológicos (preservar e pesquisar fauna e flora), sindicatos (condições de trabalho, insalubridade e segurança), associações comunitárias (problemas ambientais cotidianos), meios de comunicação social (conscientização da população). Em cada um desses contextos tem características, especificidades e interesses.
Não há limite de idade para o estudante, porque tem um caráter de educação permanente e dinâmica. Seu conteúdo e metodologia são variados, adequados às faixas etárias dos educandos.

Objetivos
            Segunda a Carta de Belgrado (1975), os objetivos da EA são seis:
1.    Conscientização – Sobre o meio ambiente global e os problemas conexos e de se mostrarem sensíveis aos mesmos;
2.    Conhecimento – Adquirir compreensão essencial do meio ambiente global, os problemas ligados a ele e a responsabilidade de cada um;
3.    Comportamento – Adquirir interesse profundo pelo meio ambiente e a vontade de contribuir para a sua proteção e qualidade;  
4.    Competência – Buscar adquirir meios técnicos com a ajuda de especialistas e conhecedores do problema;
5.    Capacidade de Avaliação – Avaliar medidas relacionadas ao meio ambiente, decifrando a linguagem dos projetos de risco ambiental;
6.    Participação – Necessidade de ação imediata para a solução dos problemas, participar na construção da cidadania.

Conteúdos
            São vários os conteúdos da EA, tais como: saneamento básico, extinção de espécies, poluição em geral, destruição da vegetação, biodiversidade, efeito estufa, reciclagem (de lixo, de resíduos industriais, de óleo), energia e combustíveis (poluentes e não poluentes), comportamento ambientalmente correto, etc.
            Os conteúdos e conceitos científicos da Biologia e da Geografia devem estar relacionados com os problemas ambientais gerais e cotidianos.

Metodologia
            Muitos são os métodos possíveis para a realização da EA: aulas expositivas bem preparadas e bem dadas, deixando espaço para questionamentos; induzir os estudantes a fazerem observações, pesquisas e experiências; induzir o grupo a agir na solução do problema através da criação de clubes ecológicos, produção de jornais, mutirões de limpeza ou de plantio de árvores, mobilizações da comunidade e passeatas; estudos interdisciplinares sobre o mesmo tema, com as contribuições específicas de cada disciplina, proporcionando intercâmbio de experiências entre educadores e educandos; excursões pedagógicas a reservas, bairros, empresas, paisagens urbanas e naturais, levantando os problemas ambientais,  contados através de apresentações artísticas, lúdicas e com o uso de meios de comunicação (filmes, fotos, blogs, jornais impressos, cartazes, murais).
            Um método não anula o outro, pelo contrário, esses e outros se completam.  

Avaliação
            O processo de avaliação depende dos objetivos da prática educativa. A avaliação serve para identificar o conhecimento adquirido.
            Se a EA fundamenta-se na mudança da mentalidade, comportamento e valores, a avaliação deve ajudar a identificar os problemas ambientais e como solucioná-los. Assim, avaliar é estimular a reflexão, o diálogo e a auto-avaliação, a partir do conhecimento científico e as relações sociais e culturais da comunidade onde se vive.
O “pensar global e agir no local” é o mote da avaliação da EA: os problemas da humanidade estão acima dos interesses individuais; atitudes e comportamentos necessitam serem revistos, tendo em vista uma nova noção de responsabilidade com o planeta e com a comunidade.

Fonte: REIGOTA, Marcos. O que é Educação Ambiental. 4ª Ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 2006.



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A escola e o gosto pela leitura*



Antônio Wanderley de Melo Corrêa**


A escrita alfabética teve sua origem há aproximadamente 5500 anos. Entretanto, ainda hoje, na maioria dos países do hemisfério sul, incluso o Brasil, muitas centenas de milhões de pessoas não dominam a leitura e a escrita.
            De acordo com o Artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos promulgada pela ONU em 10 de dezembro de 1948: “Todo homem tem o direito [...] de receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentes de fronteiras”.
            A Constituição do Estado de Sergipe afirma que é dever do Estado “garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes de cultura” (Art. 225, Pa. IV).
Assim, é concedido ao cidadão, seja local ou planetário, o direito de dominar a codificação da palavra escrita como “ferramenta para compreender o mundo”. Portanto, trabalhar e lutar contra o analfabetismo constitui-se em práticas cidadãs.
            Os avanços implementados pelo Estado e pela sociedade brasileira, no que se refere à diminuição das taxas de analfabetismo, são inegáveis. Mesmo assim, os números das estatísticas ainda são motivos de vergonha nacional. Números que não levam em conta os chamados analfabetos funcionais, aqueles que lêem e escrevem, mas não conseguem entender o texto lido e não transformam o que pensam em escrita.
            Em nosso país é voz corrente que o brasileiro não gosta de ler. Paradoxalmente aqui se encontra o segundo maior parque gráfico da América. Guardando a relatividade da primeira afirmativa, a mesma possui fundo de verdade.
            Observando o passado colonial, imperial e das primeiras décadas da república, a Terra Brasilis constituía-se em verdadeiras sociedades de analfabetos, em proporções equivalentes às sociedades européias medievais.
            Mas o que teria gerado o contragosto, a ojeriza do nosso povo pela palavra impressa, além de fatores históricos? As telinhas eletrônicas com suas mensagens e informações superficiais, apresentadas no ritmo de 300 km por hora, estimulando a preguiça mental coletiva? Os preços das publicações, incompatíveis com o nível de renda da maioria da população? A falta de tempo gerada pelo ritmo alucinante da vida urbana contemporânea? A escola, que não estimula o suficiente ou corretamente as nossas crianças e jovens ao hábito saudável da busca do entretenimento, da informação e do conhecimento através do texto impresso?  A falta de incentivo e de exemplo no ambiente familiar? Perguntas para a reflexão.
            Por motivos óbvios, a escola é um espaço por excelência para o desenvolvimento do gosto pela leitura e pela escrita, embora não seja a única responsável por tão grandiosa tarefa.
            Neste sentido, muitos educadores vêm realizando experiências com resultados excelentes. Conseguiram romper com o exclusivismo do livro didático e do romance, enquanto leituras do processo de ensino\aprendizagem. O princípio básico dessas experiências é o respeito aos múltiplos gostos e interesses dos estudantes, sejam crianças e adolescentes ou jovens e adultos.
            Crianças na fase da alfabetização são apresentadas aos livros infantis; jovens de famílias com acentuada cultura religiosa são estimulados a lerem obras compatíveis com suas crenças; adolescentes românticos/as são induzidos/as a apreciarem poesias e contos do gênero; jovens extrovertidos se identificam com o cordel ou com livretos de anedotas; os aventureiros folheiam revistas em quadrinhos e livros de ficção científica; os desportistas são induzidos a mergulharem os narizes nas revistas e cadernos de jornais especializados em esportes; garotas que realizam atividades domésticas consultam livros de receitas de culinária; alunos que participam de cursos profissionalizantes buscam utilidade em fascículos técnicos. E assim por diante.
            Utilizando como base os diversos gêneros e temas de textos impressos, os educadores incentivam seus alunos a produzirem seus próprios textos baseados nas experiências das leituras, como meio de fixarem na mente e democratizarem as experiências pessoais para os demais colegas, além de ampliarem a capacidade de escrever.
            As redações podem ser lidas na sala de aula, motivando a desinibição no falar em público e a prática da leitura fluente.
            Outro recurso que ajuda a instigar estudantes ao gosto pela leitura é a criação de murais que se constituirão em espaços democráticos, contemplando os seus diversos interesses e motivações, contendo as mais diversas temáticas, levando em conta o contexto social e cultural da comunidade na qual a escola se insere. A garotada expõe, em secções específicas, seus trabalhos escolares; recortes de matérias de jornais e revistas, seguidos de comentários próprios; poemas e recadinhos; protestos e sugestões, entre tantas outras contribuições. O mural é um espaço interativo, de estímulo constante na busca do conhecimento através das práticas da leitura e da escrita. 
            A promoção de feiras de leitura na escola é outra atividade recomendável, quando ocorrem trocas de livros e impressos das mais variadas formas e gêneros. São ainda organizados concursos de redações, contos, poesias e outros escritos. Eventos como esses movimentam positivamente a escola, eletrizando a estudantada e animando os professores.
            O maior volume e aprofundamento do conhecimento encontram-se no texto impresso, nos livros. Quem possui o hábito da leitura, raciocina mais rápido, tem mais conhecimentos, idéias e criatividade, adquire riqueza vocabular e fala com mais elegância, escreve com mais fluência, enfim, se torna mais inteligente. Portanto, os educadores não devem medir esforços no sentido de estimular as novas gerações a irem adquirindo o gosto pela leitura e pela escrita.
Ler é descobrir universos, desvendar segredos da existência, aprender a história que a vida não para de escrever.

*Artigo publicado no Jornal da Cidade de 01 ago. 2002. Cad. B, pg. 06. Revisado em 10 out. 2010.  
** Licenciado em História pela UFS e professor das redes públicas estadual (SEED) e municipal (SEMED/PMA)
  

sábado, 12 de novembro de 2011

Os saberes do professor de História*

Antônio Wanderley de Melo Corrêa**

                         É excitante e ingrata a condição de professor de História, e ambas as sensações ocorrem pela infinidade de conhecimentos e conteúdos que se tem que dominar e transmitir, não somente históricos de muitos grupos humanos e povos em todos os tempos, mas também de outras ciências afins ou “auxiliares” da História. Acrescentando-se a isso, o conhecimento de teorias e práticas antigas e atuais no campo da Didática e da Pedagogia. Tamanho desafio acabrunha e/ou estimula o professor de História.
            Lembra Paulo Freire: “Nada que experimentei em minha atividade docente deve necessariamente repetir-se” [FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 15ª Ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996. p. 55], aludindo à necessidade constante de auto-aperfeiçoamento, reflexão e evolução das práticas educativas do professor, levando em conta a permanente transformação da realidade e as consequentes novas demandas e desafios da educação.
             O estudo é, ou deveria ser, atividade inerente ao educador, afinal não há ensino sem pesquisa. “O que há de pesquisador no professor não é uma qualidade [...]. Fazem parte da natureza da prática educativa docente a indagação, a busca, a pesquisa”. [FREIRE: 1998: p. 32].
            Existem muitos casos de professores de História que se encontram desatualizados, ou seja, mal informados ou repetitivos. Consequência do avanço constante da ciência histórica e da falta de estudo permanente. Mas estudar o quê? Já que “tudo é História”? Devem existir critérios de seleção no que se refere ao pesquisar, o que é fundamental e mais interessante para o professor e seus alunos.
            O conhecimento é como o universo, infinito e em constante expansão, mesmo em se tratando de uma área específica e compreendendo o conhecimento histórico como o mínimo de que realmente aconteceu.
            Além dos conhecimentos fundamentais sobre os grupos e povos do passado, de suas criações e transformações políticas, sociais, econômicas, culturais (artísticas, gráficas, de costumes, religiosas e tecnológicas). É imprescindível o professor de História adquirir conhecimentos geográficos e dominar, com desenvoltura, a leitura cartográfica enquanto fatores indispensáveis para a compreensão geopolítica do processo histórico e para situar seus alunos no “palco da História”, localizando e identificando as peculiaridades físico-ambientais das áreas ocupadas pelos povos ao longo do tempo.
            O conhecimento adquirido pelo profissional de ensino da História durante a sua vida acadêmica não é o bastante. Este é ponto de partida, logo, é imperioso o esforço de o mesmo se manter informado sobre novas descobertas de fontes históricas e de publicações recentes de sínteses  históricas (pesquisas produzidas por historiadores), acompanhar, na medida do possível, o desenvolvimento das ciências afins, a saber: Arqueologia, Antropologia, Geografia, Sociologia, entre outras.
            A busca de novos e antigos paradigmas didático-pedagógicos também se faz imensamente necessária à prática educativa. A teoria ilumina o caminho profissional e ajuda a organizar a prática educativa. O professor não ensina por ensinar, mas sim, educa para algum objetivo político-ideológico, tendo consciência disso ou não. O professor não forma autômatos, e sim ajuda pessoas na busca de serem livres e felizes. Daí a importância da escolha de uma fundamentação teórica e metodológica para a sua prática de educador e de estudioso do conhecimento histórico. A opção teórica do profissional da educação deve levar em conta a realidade social e psicológica de seus alunos, pois é muito difícil educar pessoas sem a compreensão de como elas pensam e em que pensam, quais são as suas atuais tendências mentais e comportamentais. Novas demandas que implicam novos desafios, que por sua vez implicam na busca de novos conhecimentos e estratégicas didático-pedagógicas.
            O professor de História (e das outras áreas do conhecimento) não pode perder de vista o domínio de novas tecnologias, a exemplo da informática. Como é sabido, o computador vem se tornando ferramenta indispensável tanto para o ensino como para a pesquisa. Sem sair de casa ou da escola, o professor pode adquirir informações transmitidas de universidades, bibliotecas, museus e arquivos nacionais e internacionais. Ter acesso a sítios com hipertextos, bibliografias, documentos. [Sobre o assunto ver: FIGEUIREDEO, Luciano R. História e Informática: O Uso do Computador. In: CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 5ª Ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997. P. 419 – 439]. Criar blogs, participar de redes sociais com seus afins, além do uso trivial para a produção de textos, avaliações, fichas, cartazes, planejamento, etc.
            Como foi exposto, a gama e o volume de conhecimentos que o professor de História deve dominar é enorme. O tempo que o profissional da educação dispõe é diminuto devido à sobrecarga de trabalho à qual é submetido, como meio de compensar os péssimos salários da profissão do magistério. E cada um faz o que quer ou pode com o seu tempo. Muitas vezes é uma questão de escolha. Quem procura tempo encontra tempo. Os que buscam o conhecimento conhecem; quem busca o novo se renova.
            A autoridade do professor é baseada na sua competência: “autoridade exercida com indiscutível sabedoria, “[...] a incompetência desqualifica a autoridade do professor” [FREIRE; 1996: p. 102-103], que não pode ser baseada no autoritarismo ou na improvisação precária.
            A competência do professor, enquanto construção permanente baseia-se na sua formação técnica ou acadêmica, na empiria de ano após ano de trabalho educativo, na pesquisa individual ou em eventos coletivos de aperfeiçoamento, no compromisso ético de educar desaguando no prazer da descoberta, no sentimento confortável do dever cumprido dentro de suas limitações, quando não as superando. No orgulho de enfrentar e vencer desafios e na humildade de saber que nada sabe, afinal tudo está para ser conhecido e compreendido. Dezenas de anos de trabalho a fio não são mais que um dia.

 (*) Fonte: Jornal Cinform. Aracaju, 06 a 12 jun. 2005. P. 04. Revisado em set. de 2011.
 (**) Licenciado em História pela UFS e professor da SEED e da SEMED/PMA.